Filho único. Por que não?

Filho único. Por que não? 22/AGO - Família

Ter filhos nunca foi o principal objetivo de estarmos juntos. 

Rodrigo e eu nos conhecemos em um Show de Ivete Sangalo em Salvador, onde ele morava, e coincidência ou não, isso de certa forma sempre balizou a “festa” de estarmos juntos.

Curtimos, viajamos, nos divertimos muito, colocamos o trabalho na frente de tudo e quando vimos, 10 anos haviam se passado.

Uma primeira gravidez aconteceu.  Infelizmente, perdemos o bebê.

Veio a segunda, trazendo junto dela uma situação de risco de vida, internações e desta vez, além da gravidez não evoluir, por pouco não perdi meu útero e ovário. Uma médica muito especial chamada - Vera Lucia Delascio - me salvou. A amo demais.

A superação de momentos tão difíceis juntos, nos trouxe a certeza de querer um filho.

Foi assim que veio Gael, fruto do nosso amor e graças a uma inseminação. 

Por que só um?

Por que “menos é mais”. Deus já foi tão bom com a gente que resolvemos não “cutuca-lo com a vara curta”. 

Quem sabe da nossa história nos apoia na decisão de só ter um filho e eu sinto que de uns tempos para cá, o “preconceito” com filho único e os rótulos que colocavam nas crianças por elas não terem irmãos, diminuíram. 

Os tempos mudaram. O mundo anda muito cruel. Temos que estar próximos aos nossos filhos mas também temos que trabalhar em dobro,  sermos boas esposas, filhas dedicadas e desempenhar cada vez mais papeis. 

Como fazer tudo isso com uma família grande?

Nosso filho único não é mimado, é companheiro.

Nosso filho único não é danado, é engraçado.

Nosso filho único é bem criado e muito respeitado.

Ouço muitas amigas culpadas com essa questão de dar ou não um irmão para seus filhos únicos. Eu não sinto isso não. Gael me disse um dia que queria um irmão: Mais velho! Rs...

Por isso incentivo sua convivência com os primos que são muitos, de várias idades e que o adoram.

A vantagem de se ter um filho único nos dias de hoje é que você pode coloca-lo “embaixo do braço” e leva-lo para qualquer lugar junto com você. Ele faz parte da “nossa turma”. Amo isso! 

As desvantagens talvez apareçam no futuro.

Quem vai cuidar de mim...

Quem vai estar ao lado dele quando eu e o papai não estivermos...

Mas filho único tem disso também. Eles sentem falta de companhia e por isso as procuram com mais frequência. 

Agora que ele está com seis anos, penso em investir mais nessa questão social. Convidar amiguinhos dele para casa, viajar e conviver mais com eles para fortalecer estes laços tão importantes de infância. 

Não me sinto culpada de forma alguma pela minha decisão, mesmo porque, ela me foi imposta pela vida. Eu só aceitei as dificuldades, batalhei muito pelo meu filho e sou eternamente grata pelo único presente que Deus nos deu. Cuidamos dele de perto e com o maior amor do mundo.

Por Gabi Monteiro

 
 

Gabi Monteiro 2017. Todos os direitos reservados

Cereja.in